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Covid-19: Exportações têxteis recuaram 15,2% desde janeiro

4 min. 10.09.2020

As exportações portuguesas de têxteis e vestuário caíram 8% em julho em termos homólogos, abrandando a quebra, impulsionadas pelas vendas de máscaras e equipamento de proteção contra a pandemia, mas acumulando ainda um recuo de 15,2% desde janeiro.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), tratados num comunicado divulgado hoje pela Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), em julho o valor exportado pelo setor foi de 489,7 milhões de euros (531,3 milhões em julho de 2019), somando as vendas nos primeiros sete meses do ano um total de 2.702 milhões de euros (face a 3.185 milhões no ano anterior).

De acordo com a ATP, estes números evidenciam “uma melhoria da situação no contexto da covid-19”, sendo que “julho é também, por regra, o melhor mês do ano, ao contrário do segundo semestre, que costuma ter sempre pior desempenho do que o primeiro, situação que não deverá ser diferente este ano”.

Dentro dos vários setores e atividades, a associação diz continuarem a registar-se “diferentes velocidades e grande instabilidade, adensando a complexidade do momento”.

O destaque vai para o aumento de 10% na categoria ‘têxteis-lar e outros artigos têxteis confecionados’, onde se inserem as máscaras têxteis de proteção contra a covid-19.

Pelo contrário, as exportações de ‘vestuário’ caíram 12%, em julho e as de ‘matérias têxteis’ recuaram 8%.

Segundo a ATP, embora as exportações de vestuário, em termos globais, tenham registado uma quebra, as exportações de vestuário confecionado em feltros ou falsos tecidos, assim como vestuário confecionado com tecidos com borracha ou impregnados, revestidos ou recobertos com plástico ou outras matérias (onde se insere o vestuário profissional de proteção, por exemplo, na área médica) registaram um acréscimo de quase cinco milhões de euros neste mês.

Em termos acumulados, de janeiro a julho, as exportações deste setor registaram uma diminuição de 15%, com a França a ser o destino com maior acréscimo em termos absolutos (mais 20 milhões de euros, +5%, em termos homólogos) e a Espanha, no lado oposto, a registar a maior queda (menos 286 milhões de euros, -29%), seguida da Itália (menos 28 milhões de euros, -14%).

Nos primeiros sete meses do ano, as importações de têxteis e vestuário ascenderam a 2.135 milhões de euros (-17% em termos homólogos), ficando a balança comercial dos têxteis e vestuário com um saldo de 567 milhões de euros e uma taxa de cobertura de 127%.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 900 mil mortos e infetou mais de 27,7 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência de notícias francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.849 pessoas das 61.541 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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