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Trabalhadores das cantinas escolares protestam contra precariedade

1 min. 25.07.2020

A Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT) marcou para terça-feira, em Matosinhos, uma concentração de protesto que visa alertar para a precariedade dos vínculos de trabalhadores das cantinas escolares, anunciou hoje fonte sindical.

Em declarações à agência Lusa, Francisco Figueiredo, da FESAHT, criticou “o modelo de contratações de trabalhadores” que está hoje “maioritariamente em vigor nesta área”, apontando que “funcionários com 15, 18 e mesmo 20 anos de trabalho nas mesmas funções são sujeitos todos os anos a novos contratos com vínculos a termo”.

“Não é compreensível que esta precariedade vigore. A jornada de luta tem como objetivo alertar para as condições de incerteza a que são expostos estes trabalhadores. [Com a realização deste protesto] os trabalhadores vão exigir a reposição dos direitos e a passagem ao quadro da empresa como trabalhadores efetivos”, referiu Francisco Figueiredo.

A concentração de protesto está marcada para terça-feira de manhã, na Senhora da Hora, no concelho de Matosinhos, distrito do Porto, junto aos escritórios da empresa Uniself na região Norte.

De acordo com a FESAHT, a Uniself explora cerca de 300 cantinas de escolas secundárias e EB 2,3 da alçada da Direção Regional de Educação do Norte, as quais empregam “mais de 1.000 trabalhadores”.

A FESAHT acusa a empresa de “não pagar os direitos devidos aos trabalhadores”, apontando para “diferenças de 400/600 euros a menos a cada trabalhador”.

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