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Inflação de notas: Inspetores visitam mais de uma centena de escolas

2 min. 11.06.2020

Visando ter um efeito “regulador e dissuasor”, os inspetores ao serviço da IGEC estão a bater à porta de 76 estabelecimentos de ensino públicos e 24 privados.

Esta ‘operação’ surge duas semanas depois de o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, ter dado nota de que iria travar a “inflação artificial” das classificações, mobilizando mais inspetores para o terreno de forma a chegarem ainda a mais escolas.

Ao ‘JN’, a presidente do Sindicato dos Inspetores da Educação e do Ensino (SIEE), Bercina Calçada, esclarece que cada profissional está apenas dois dias em cada escola para entrevistar a direção, a direção pedagógica e docentes. Têm ainda de analisar documentos e as respostas dos alunos dos 11.º e 12.º anos a um questionário online.

Segue-se a produção e entrega de um relatório que, se revelar a existência de indícios de infração, dará lugar à instauração de um inquérito, que pode dar origem a um processo disciplinar ou ser arquivado.

“Como é que um inspetor consegue travar a inflação artificial de notas em dois dias?”, questiona Bercina Calçada, à publicação. “A nossa ação tem de ser preventiva e não repressiva. Isto só se resolve com a presença sistemática da IGEC nas escolas”, defende a presidente do SIEE.

Sobre o inspetores a atuar no terreno, a publicação apurou que o número diminuiu cerca de 40% desde 1996 e atualmente existem 163 inspetores para acompanhar 8647 escolas, do Pré-Escolar ao Ensino Superior. Sendo que 11 foram requisitados para reforçar a Autoridade das Condições do Trabalho por dois meses e meio, na sequência da pandemia da covid-19, período que pode ser alargado.

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