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Autarcas querem saber quantos são os casos ativos

3 min. 30.05.2020

Os autarcas querem saber o número de casos de covid-19 ativos no seu concelho. A Direção-Geral da Saúde (DGS) só divulga o número acumulado de infetados desde o início da pandemia, que, no caso da Póvoa de Varzim, por exemplo, é "13 vezes mais"., avança a edição de hoje do JN.

"Faz toda a diferença, na hora de tomar decisão", diz o presidente da Câmara, Aires Pereira em declarações ao JN. Em Espinho, Joaquim Pinto Moreira teme estar a tomar medidas "desproporcionais". Os investigadores também pedem dados mais fiáveis. A DGS admite disponibilizar essa informação "em breve".

"Uma coisa é dizer que temos 157 casos. Outra é dizer que temos 12, que estão todos confinados. Não temos acesso aos ativos e o acumulado não vale nada", aponta Aires Pereira. Em Espinho, Pinto Moreira concorda: "Estamos a trabalhar com base em números errados e, se calhar, a tomar medidas excessivas, penalizadoras do tecido empresarial e com custos económicos e socais elevadíssimos". O autarca foi notícia, no início de abril, por criticar a "lei da rolha", quando a DGS proibiu os delegados de saúde de dar dados aos autarcas.

Matosinhos tem acessoNo caso da Póvoa, Aires Pereira conseguiu os números "a ferros": 157 é o que consta no boletim diário da DGS. Mas os ativos são só 12. Há 9 mortos e 136 curados. "Já fizemos um pedido oficial à DGS para que nos seja facultada essa informação", diz o autarca, que, à porta da época balnear, depois de "dois meses de medidas duras" e num dos concelhos menos afetados do Grande Porto, quer dar "outra confiança a poveiros e visitantes".

Tal como avança o jornal diário, em Espinho, constam 91 casos. Ativos poderão não ser mais de dez. O autarca diz que o plano de vigilância das praias já poderia ser "menos agressivo": "Ninguém entende que o Norte esteja já em fase descendente e não possa abrir as praias no início de junho e Lisboa, que soma casos, abra".

Os dois autarcas não entendem ainda a dualidade de critérios. Em Matosinhos, por exemplo, a autarquia explica que "em articulação com a unidade local de saúde e, sem divulgar, tem acesso aos dados "reais"".

Do lado da investigação, Pedro Coelho Simões dá "toda a razão aos autarcas". "É necessária toda a informação para que se tomem as melhores decisões a cada momento", frisa o professor da Nova Information Management School e coordenador do projeto Covid-19 Insights. Também pediu os dados. Não lhe deram.

"Mesmo nos recuperados vem, de vez em quando, "um stock". Julgo que, a plataforma Trace Covid não conseguia, até agora, ligar os recuperados aos concelhos", diz o investigador.

Ontem, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, admitiu que o boletim "vai passar a ter mais informações". Os recuperados por concelho "podem ser uma delas".

Foto: José Sena Goulão / Lusa

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