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TAP cede às criticas dos autarcas do Norte e “ajusta” plano de rotas

3 min. 28.05.2020

O Conselho de Administração da TAP anunciou esta quarta-feira que vai "ajustar" o plano de retoma de rotas anunciado, garantindo que este ficará "subordinado aos constrangimentos legais" à mobilidade, por causa da pandemia de Covid-19.

Num comunicado, o órgão, que integra o Estado, detentor de 50% do capital da companhia aérea, indicou que "a companhia está empenhada e vai de imediato colaborar com todos os agentes económicos, nomeadamente associações empresariais e entidades regionais de turismo".

Esta posição surgiu no mesmo dia em que um coro de protestos se juntou para criticar a postura da transportadora, que limitou, sobretudo, os voos para o Norte do país. Ora, foi precisamente do Norte que a maioria das criticas se fizeram sentir, entre elas a do presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Paulo Cunha que escreveu nas suas redes sociais que “a TAP anda a brincar com o Norte do país, que não serve a região mais exportadora, que ignora o seu tecido industrial e os seus empresários. É uma TAP que não serve Portugal!”.

Mas as pressões surgiram de vários autarcas e entidades, nomeadamente Rui Moreira, o autarca do Porto, Ricardo Rio, o edil bracarense e também de Luís Pedro Martins, o presidente do Turismo Porto e Norte, que pediam a intervenção do Governo.

Depois disto, na quarta-feira, o primeiro-ministro, António Costa, veio a público afirmar que a Comissão Executiva da TAP tem o dever legal de "gestão prudente" e "não tem credibilidade" um plano de rotas sem prévia informação sobre a estratégia de reabertura de fronteiras de Portugal.

Estas posições foram transmitidas por António Costa à agência Lusa, em reação ao anúncio feito pela Comissão Executiva da TAP sobre o plano de retoma de rotas a partir de junho.

António Costa começou por frisar que "a gestão das fronteiras é responsabilidade soberana do Estado português" e que a presente pandemia de Covid-19 "exigiu e exige por tempo ainda indeterminado a imposição de restrições na circulação nas fronteiras terrestre, marítima e aérea".

"Não tem credibilidade qualquer plano de rotas definido pela TAP sem a prévia informação sobre a estratégia de reabertura de fronteiras definida pela República Portuguesa", acentuou o primeiro-ministro.

António Costa disse mesmo ver-se "obrigado a recordar à Comissão Executiva da TAP os deveres legais de gestão prudente e responsável da companhia".

 

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