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Pandemia corta metade das apostas no Euromilhões e nas raspadinhas

2 min. 10.04.2020

Euromilhões é o que mais apostadores perde. Placard recorre ao campeonato bielorusso mas não convence. Transferência para apostas digitais longe de cobrir quebras.

As receitas dos jogos sociais caíram para metade no último mês, desde a declaração do primeiro estado de emergência. O Euromilhões é o mais atingido pelo confinamento social, reforçado com a renovação do estado de exceção, e cujos jackpots não conseguem inverter a tendência de quebra.

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), que explora os jogos, garante estar a tentar aguentar o embate da "crise" no setor - onde mais de metade dos cinco mil mediadores poderá já ter fechado as portas.

Esta redução irá provocar mossa nas contas das entidades que usufruem dos lucros das apostas, já que o Estado e a SCML encaixam anualmente mais de 700 milhões de euros. Em 2018, último ano de que se conhecem dados dessa distribuição, só o Serviço Nacional de Saúde (SNS) recebeu 115,9 milhões de euros.

Desde 13 de março, o Euromilhões está numa queda constante. Naquela data teve quase 1,7 milhões de registos e mais de 61,1 milhões de euros em receitas - no conjunto de nove países europeus que contam com este jogo e onde há medidas de confinamento social.

Na última terça-feira, só houve 829 mil bilhetes registados, no valor de 26,6 milhões. Apesar do jackpot nesse dia, os números não aumentaram como seria normal noutras alturas.

Segundo as estatísticas da SCML, as descidas são transversais aos outros jogos da sorte e azar. Desses, o Milhão é o mais notório, com quase quatro vezes menos apostadores. Já o Totoloto assinala a menor erosão - passou de uma média de um milhão de euros em apostas para cerca de 800 mil por concurso.

 
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