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Nova Telescola avança no 3.º período para alunos até ao 9º ano

4 min. 04.04.2020

Vem aí uma nova Telescola. Terá um outro nome e um formato distinto daquele que os estudantes conheceram a partir de 1965, mas será através da televisão que o Governo fará o ensino à distância chegar a um maior número de alunos, numa altura em que se torna claro que as aulas presenciais vão continuar suspensas durante o 3.º período por causa da pandemia de covid-19.

A ideia é lecionar o último período através de um ou mais canais de acesso universal da RTP, isto é, que estão na TDT (Televisão Digital Terrestre) que é gratuita, e outras plataformas da televisão pública. Com aulas diárias de segunda a sexta-feira, como na escola. O Governo tem vindo a trabalhar com o canal público com o objetivo de que a iniciativa arranque logo na primeira semana de aulas, com início previsto a 13 de abril, depois do período de férias de duas semanas que coincidem com o feriado religioso da Páscoa.

Os conteúdos disponibilizados na televisão vão ser apresentados pelo Ministério da Educação como complementares ao acompanhamento que se pretende que os professores continuem a fazer à distância, como nas duas últimas semanas do 2º período. Ministério da Educação e RTP estão a estudar soluções para que não haja sobreposições de programação para as famílias que têm mais do que um filho.

A nova Telescola vai destinar-se aos alunos do ensino básico, ou seja, até ao 9º ano. De fora fica o ensino secundário, para o qual na próxima semana serão anunciadas medidas específicas, sobretudo para os alunos do 11º e 12º ano, que têm exames nacionais agendados para a segunda metade de Junho.

Na RTP está já constituída uma equipa com pessoal criativo e técnico para colocar o projeto de pé. Mas há ainda muitas questões por definir, como o tempo diário de emissão, como será dividido pelos diferentes níveis de ensino (se se agregam os vários anos de um ciclo), se os conteúdos são gravados na RTP ou num agrupamento escolar. Os conteúdos serão sempre responsabilidade exclusiva do ministério.

Aulas não devem regressar

A substituição das salas de aulas pelas salas de estar no dia-a-dia dos estudantes está para durar. É essa a convicção dos especialistas da rede europeia Eurydice que, num relatório divulgado esta semana, antecipam que a generalidade dos alunos do continente europeu não deverá voltar às escolas até ao final deste ano letivo.

A maioria dos países decidiu reavaliar a situação a cada duas semanas, tal como Portugal. Por isso, o regresso às aulas está ainda previsto para 13 de abril, data de regresso das férias da Primavera, em Portugal conhecidas como férias da Páscoa. Mas, tal como é admitido pelas autoridades nacionais, também os restantes governos europeus devem decidir renovar esse prazo, antecipa a Eurydice.

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