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Desporto

"O meu pai era uma pessoa impulsiva. Jogava dentro e fora do campo"

3 min. 10.06.2020

A história do Grupo Desportivo (GD) de Joane está muito presente na vida de Vítor Martins, antigo presidente do clube e filho de um dos fundadores. O pai, Joaquim Martins, ajudou a fundar o emblema joanense e desde cedo que o filho assistiu aos trabalhos do progenitor. “Era uma pessoa polivalente. Foi jogador, dirigente, presidente, marcador de campo…”, revelou, acrescentando, ainda, que também chegou a marcar o campo com um altifalante às costas.

Vítor Martins sempre viu o pai a desempenhar muitas funções, dizendo que via o “pai a jogar dentro e fora do campo”. “O meu pai era uma pessoa impulsiva. Jogava dentro e fora do campo. Dentro do campo, tinha de preparar o campo para os jogos. Fora dele, controlava as situações que surgiam durante uma partida de futebol”, completou.

A paixão que o pai sempre teve pelo GD Joane passou para o filho. Por isso, Vítor Martins sente-se “em casa” quando está no Campo de Barreiros. “Este terreno onde está o campo, pertencia à minha família. Quando venho aqui, sinto que isto também faz parte de mim”, proferiu.

Contudo, para o antigo presidente do clube, o sentimento de bairrismo vivido outrora foi-se perdendo. “Hoje, já não se passa o que se passava. O GD Joane era uma família. Recordo-me do tempo do meu pai e do Custódio Ribeiro que quando um era presidente, o outro era vice-presidente e vice-versa. Funcionaram sempre bem e foram duas pessoas que levaram o GD Joane em frente”, revelou.

O trabalho feito pelo pai e por Custódio Ribeiro também foi relembrado por Vítor Martins. No entender do antigo dirigente do GD Joane, ainda não houve a homenagem merecida aos homens que construíram o emblema joanense. “Penso que aqui em Joane, até ao momento, ainda não se fez a devida homenagem ao meu pai”, lamentou.

Passados alguns anos da liderança do pai, Vítor Martins assumiu a presidência. “Na altura, a atual direção caiu e tivemos de formar uma comissão administrativa, que duravam um/dois meses. Contudo, durou mais tempo”, afirmou, revelando que pode voltar ao cargo no futuro. “Posso voltar a ser presidente, não nego, mas as coisas vão ter de ser feitas como eu quero porque este é o meu clube”, completou.

Vítor Martins tem muitas histórias, mas há uma que guarda especialmente. “Tenho uma história que foi passada em três campos de futebol. Foi no GD Joane vs Prado. Fomos a casa deles ganhar 1-2 e eles vieram cá ganhar 1-2. Tivemos de fazer uma finalíssima em campo neutro. Sei estávamos empatados ao intervalo e garanto que, nas bancadas, houve tanta confusão como nunca vi. Acabamos por ganhar nos penáltis. É uma memória triste, mas também alegre porque o GD Joane venceu. Foi uma enorme festa noite a dentro”, recordou.

Por fim, o antigo presidente deixou uma mensagem aos sócios e adeptos, apelando à presença dos mesmos no Estádios de Barreiros para apoiar o clube. “Apoiar este clube. Dar força ao clube e não criticar este presidente porque só quem cá passa é que sabe o quanto custa gerir um clube”, finalizou.

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